A Embrapa e a Latina Seeds confirmaram, para o próximo dia 29 de outubro, às 19h30min (horário Brasília), o pré-lançamento oficial do Sistema Diamantino (mecanismo para renovação de áreas degradadas da pecuária com geração de renda durante o processo e sem conversão para lavoura).
O objetivo é permitir que o pecuarista brasileiro tenha acesso à nova tecnologia (totalmente desenvolvida em Mato Grosso do Sul, mas com aplicabilidade em várias regiões do país) em tempo de experimentá-la no ciclo 2024/2025. Na ocasião, pesquisadores da estatal e a direção da Latina Seeds, apresentarão o detalhamento técnico e aplicado do novo sistema; a transmissão será feita de forma exclusiva pela Embrapa através de seu canal no YouTube; clique AQUI.
O “Diamantino” segue o conceito de “renovação” da Embrapa, que “é restaurar a produção de forragem introduzindo uma nova espécie ou cultivar, em substituição à anterior”, procedimento geralmente indicado quando mais de 40% do pasto está degradado.
No entanto, de forma simultânea, ele permite a agregação de renda através da produção de silagem, para uso na propriedade ou comercialização, amortizando ou bancando os custos (às vezes com sobras) da renovação. Como é um mecanismo de sustentabilidade com retorno para a própria bovinocultura de corte, carrega em seu slogan a expressão “Renovação para a pecuária”.
De acordo com informações da assessoria de comunicação, foram quatro anos de experimentos, pesquisas e validação a campo até a sua configuração, que está sendo chancelada através de documento técnico da Embrapa a ser disponibilizado em breve.
Além da cooperação técnica entre Embrapa e Latina Seeds, seu desenvolvimento contou também com a parceria da Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária e Ambiental (Fundapam).
A pesquisadora da Embrapa Agropecuária Oeste (Dourados, MS), Marciana Retore, explica que “o diferencial do Sistema Diamantino está na grande produção de volumoso para o período da seca conjugada com a renovação da pastagem. A expectativa é de que seja adotado em áreas de pastos degradados, tornando-os novamente produtivos, permitindo intensificar a produção pecuária”.
O analista Gessi Ceccon, também da Unidade de Pesquisa, localizada em Dourados, explica que o Sistema Diamantino deve ser implantado no início do período chuvoso. A produção de silagem será obtida após 120 a 130 dias. Posteriormente, em um intervalor de mais 50 a 60 dias, o pasto estará pronto para o pastejo, justamente durante o período da estiagem.
Já o chefe adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Agropecuária Oeste, Rafael Zanoni Fontes, ressalta a relevância da cooperação entre organização privada e a instituição: “O desenvolvimento do Sistema Diamantino é fruto de uma construção conjunta entre a Embrapa Agropecuária Oeste e a Latina Seeds, unindo saberes complementares para criar uma solução inovadora e eficiente. Essa parceria estratégica demonstra o quanto é possível atingir resultados de maior impacto quando unimos esforços com o setor produtivo. Além de oferecer tecnologia de ponta, essa colaboração permite que o sistema atinja uma escala maior, beneficiando diretamente os produtores e promovendo a sustentabilidade em várias regiões do país.”
Contribuição para o País
O diretor-executivo da Latina Seeds, Willian Sawa, considera que o “Diamantino” contribui de forma inovadora para as políticas ambientais, sociais e econômicas internas do País e para a imagem do Brasil no exterior ao permitir transformar áreas degradadas em produtivas.
“Tudo com muito suporte, segurança, baixo investimento, alto nível de sustentabilidade e rápido retorno/renda para o produtor”, observa, em nota à imprensa.
O nome “Diamantino” (marca registrada no INPI) é uma referência à cidade mato-grossense (onde teria sido imaginado) e remete à preciosidade de um diamante, lapidado para o fortalecimento da pecuária brasileira. Após esta primeira etapa de apresentação, Embrapa e Latina Seeds definirão detalhes para o lançamento oficial em 2025.
Fonte: Ascom Latina Seeds e Embrapa
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